O que esperar do e-commerce no Brasil em 2021?

2020 a gente avançou quatro anos em um por conta da pandemia do Covid-19.

Crescimento de 26% para 2021 é o que dizem, ebit e o pessoal anda comentando.

Agora a minha visão.

Considerando que estamos no Brasil, país da cultura da desorganização, do improviso, não acho que vai ter vacina nem pra metade da população e vamos de “novo normal” até 2022, quiçá 2023…

Acaba que o distanciamento social vai continuar sendo a tônica e o processo de digitalização vai avançar mais. Live commerce, que já acontece na China, vai pegar por aqui? Brasileiro adora consumir e já se adaptou muito bem às lives. Junte as duas coisas e imagina comigo se isso vai ou não pegar? Porém, pra isso efetivamente tomar corpo, vai depender das plataformas de mídias sociais, já que para vender no Facebook e Instagram ainda precisamos ter uma loja conectada para finalizar o processo de checkout. Assim, tem que ter uma loja online integrada à conta do Face/Insta pra poder ter as tais “bolinhas” de compra levando pro carrinho de compra, já que isso acontece na interface da loja virtual própria da marca e não na plataforma da rede social.

TikTok vai crescer, as marcas vão dominar como usar isso, que ainda é um misteriozinho fofo e engraçadinho cheio de dancinhas e memes.

Mais e mais CPFs se tornarão MEIs e irão vender de tudo um pouco, novo ou usado, de alimentos a peças para carro nos Marketplaces, que estão formando verdadeiras escolas de vendas on line.

No marketing digital, eu aposto muito ainda no Inbound, nos conteúdos que funcionam como verdadeiros organizadores do funil de vendas, que levam a pessoa que gosta de tal assunto direto para a página de compra. Amazon faz isso de maneira bastante consistente nos Facebooks da vida com a conta “Aventuras na História”.

Tem mais ingrediente nesse molho, mas o processo é lento e o sabor é delicioso!